É…

Outubro 30, 2007 at 7:38 pm | In Sem-categoria | Leave a Comment

Nas minhas bocas
Quimeras outras
Que mera boca
Outra mera minha.

Quimeras outras
Outras bocas, meras
Outras, outras bocas
Na minha, quimera.

Quiseras outras
Quimeras…bocas
Meras bocas,
Minhas quimeras: outras.

Que meia-boca. :o /

ADORO

Outubro 26, 2007 at 3:19 pm | In Sem-categoria | Leave a Comment

Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

(Eu te amo – Chico Buarque e Tom Jobim)

NA ESTRADA DE TIJOLOS AMARELOS

Outubro 23, 2007 at 3:56 am | In Sem-categoria | Leave a Comment

gato.jpg

Alice e o Gato:

- Para onde vai essa estrada?

- Pra onde você quer ir?

- Não sei, estou perdida…

- Ora… pra quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve…

Grande Lewis Carol!

SOL E SAL

Outubro 17, 2007 at 5:01 am | In Sem-categoria | Leave a Comment

elos.jpg

Com a alma cansada e a vista turva
Caminho eu por onde sei andar
O astro-rei a zombar da minha desesperança
Nessa andança sem fim e sem começo
Inferno de céu e de asfalto.

Olho atravessado para a janela que era tua
E o balançar do cabelo negro parece ainda real
Arrastei tua cruz, chorei tuas lágrimas
Hoje arrasto correntes e pedaços mal amalgamados de mim.

Segurei tua mão e te dei os segredos menos viris
De vergonha me encurvei, e tu aceitaste
Me tomaste mais que a mão, a alma
A consciência, a força e a hombridade.

Ruas bêbadas cruzaram meu caminho torto
Eu, morto, nem homem me acreditava mais.
Eu que sempre valorizei a guerra
“Pus da humanidade”, infecção sem fim
“Parte do processo de cura”, convencido estava
E teu olhar me apaziguou, rasgou meus escrúpulos.

E eu, seguro do que eu era, abandonei-me a mim
Tornei-me tua quimera, tua pureza, alma nua
Escultura dos teus sonhos, muralha dos tijolos teus
Fiz-me. Desfiz-me. Desfizeste-me.

Os vícios das profundezas voltavam, porém, sempre à tona
Bailavam na superfície da novidade
Buscando ares de esperança, vinham
A clamar pelas tradições nefastas.

E eu hoje, não sei quem sou
E eu hoje, não sei onde estás
Quiçá olhas o mesmo sol.
O único que sei é que a ferro em brasa
Marcou-se em mim o último momento
Quando te deste conta de quem sou
- tu sim, agora sabes -
Me lembro como se olhasse agora por essa janela
Nos teus olhos, sal.

NA FILA

Outubro 5, 2007 at 4:12 pm | In Sem-categoria | Leave a Comment

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Tenho um motivo
E meu motivo se faz irmão, chão, vida
Se faz pão.

Dar alegria ao meu motivo é o motivo mais real
Mais mobilizante, mais carnal
Porque meu motivo é carne, é sangue

É síntese de humanidade.

Tantas vezes dor que ultrapassa o lenho
Assim como transpõe a chaga
Revive o que morto estava
Sara o que dói.

É o motivo mais justo e exato
Chega quando tem que chegar
Demole e reconstrói
Não só inspira ou norteia: transforma.

É meu sol, meu norte
Forte e proa meus
Meu respiro, meu motivo:
Um homem que era Deus.

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